Gilberto Brandão Marcon

Escrever é um encontro marcado com a própria alma.

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O Silêncio e a Solidão
Data: 02/04/2010
Créditos:
Texto: O Silêncio e a Solidão
Autoria e Voz: Gilberto Brandão Marcon
Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.
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O Silêncio e a Solidão

O silêncio pode ser sincero amigo.
Nele existe um templo, um confessionário íntimo.
Pode ser um bom conselheiro
Ao fazer-se de pano de fundo
de nossas emoções e sentimentos.

O que é penoso é o seu relacionamento com a solidão.
Sua amante apaixonada, sua companheira inseparável,
Que é tão bela quanto jovial,
fazendo-se desta forma tão sedutora,

Chega a assustar aqueles
que desejam apenas a eterna amizade.

Temem, assim, traírem a tão leal amigo.
Estranhos entes são estes, o feminino e o masculino,
Que de tão unidos parecem ser um só.
Sendo assim difícil relacionar-se com um,
sem o fazê-lo com o outro.

Assim é melhor acostumar-se,
resignar-se ao fato

De que ao fazer-se amigo da solidão
Haverá de ter
que respeitar o seu companheiro, o silêncio.

Não sendo, assim, seduzido por ela,
não tentando seduzi-la.

Eis que separá-los por alguma razão
pode implicar um perigo desconhecido,

Pois supondo-se viril amante da solidão,
Haverá de despertar o intenso ódio do silêncio,
fazendo-se sua vítima.

Estaria, assim, à mercê de inquietante
e ruidoso burburinho.

De outra forma poderia abraçar o silêncio
como principal amigo,

Esquecendo-se de dar atenção
à sua invulgar amante.

E então haveria de marcar-se com tatuagem,
acusando-se de insano.

Seria como um lunático
a perder o olhar assombrado na multidão.

Melhor, assim, não enfrentar o desconhecido,
congregando-se a ambos,

Não desprezando nem o silêncio,
nem a solidão,

Convidando-os como companheiros
quando quiser fugir do cotidiano.

Confessando deste modo ao silêncio,
que haverá de ser todo ouvidos,

Que apenas desfruta da beleza da solidão,
com a mais platônica das afeições.

Quem sabe assim conquiste dele
a mais sincera amizade,

E este feliz haverá de agradecer-lhe
por fazer-se também sua companhia,

Compartilhando assim da poesia
que inspira a sua eterna amada.

Encontrando enfim o seu pouso,
o lugar onde sua chegada será sempre feliz,

Onde a despedida trará sempre a saudade,
na oculta vontade,

De sempre aguardar um “até breve”.

Enviado por Gilberto Brandão Marcon em 16/04/2009

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